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Da reputação às oportunidades: como desenvolver negócios na advocacia com IA e ética

15 de out.
5 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

IA advocacia LexNeural
Conheça as possibilidades do marketing além da publicidade e entenda como a IA pode apoiar a análise de mercado, a organização dos relacionamentos e o desenvolvimento comercial do advogado.

Uma trajetória consistente, conhecimento técnico e dedicação aos clientes são ativos importantes para qualquer advogado. Transformar essa reputação em oportunidades profissionais, porém, exige que o mercado compreenda sua atuação e reconheça a relevância do seu trabalho.


Esse processo envolve escolhas: quais públicos conhecer melhor, quais temas aprofundar, em quais ambientes participar e como manter relacionamentos ao longo do tempo.


É nesse ponto que o marketing se conecta ao desenvolvimento comercial da advocacia. A inteligência artificial pode apoiar essa construção ao facilitar pesquisas, organizar informações e dar continuidade a atividades que frequentemente ficam em segundo plano.


Para que essa combinação produza valor, a ética precisa orientar tanto a comunicação quanto o uso da tecnologia e a condução dos relacionamentos.

A ética orienta o desenvolvimento comercial


O Provimento 205/2021 permite expressamente o marketing jurídico, desde que respeitados os preceitos éticos e as limitações da profissão. A norma reconhece o marketing como uma atividade planejada para alcançar objetivos do exercício da advocacia.


Isso abre espaço para uma atuação estratégica, com decisões sobre posicionamento, produção intelectual, presença profissional e compreensão do mercado.


A publicidade recebe regras específicas. Segundo o Código de Ética e Disciplina, ela deve preservar o caráter informativo, a discrição e a sobriedade, sem configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.


Na prática, o desenvolvimento comercial deve criar condições para que o advogado seja conhecido e considerado diante de necessidades reais, preservando a liberdade de decisão de quem procura orientação jurídica.


Publicidade é apenas uma parte do marketing


Quando o marketing é associado exclusivamente a anúncios e redes sociais, boa parte de sua contribuição fica fora da discussão.


Antes de divulgar sua atuação, o advogado precisa compreender questões fundamentais: quais problemas consegue atender com consistência? Em quais setores possui conhecimento relevante? Como apresenta sua experiência? Como responde às solicitações que recebe?

Essas decisões também pertencem ao marketing.


A pesquisa de mercado ajuda a conhecer o ambiente em que os clientes atuam. O posicionamento facilita a compreensão da atuação profissional. A gestão de relacionamentos preserva o histórico das interações. A experiência de atendimento permite que a qualidade técnica seja percebida em cada contato.


Uma estratégia de marketing começa antes da publicação e continua depois que alguém procura o escritório.


Essa amplitude não afasta os deveres éticos. Eles acompanham todas as atividades, inclusive aquelas realizadas fora dos canais de publicidade.


O que pode e o que não pode na comunicação


A advocacia pode utilizar conteúdo educativo, artigos, vídeos, palestras e debates para compartilhar conhecimento. Também pode apresentar informações profissionais verdadeiras e manter canais de contato.


A cartilha do Conselho Federal da OAB esclarece que o impulsionamento de conteúdo jurídico é permitido quando mantém finalidade informativa, sobriedade e discrição, sem oferta de serviços ou propósito de captação de clientela.


Entre as práticas vedadas estão:

·         Prometer resultados.

·         Utilizar casos concretos para oferecer atuação profissional.

·         Anunciar honorários, descontos ou gratuidade como forma de captação.

·         Empregar expressões de comparação ou autoengrandecimento.

·         Divulgar especialidades sem a qualificação exigida.

·         Ostentar bens na publicidade profissional.


O cuidado deve alcançar a mensagem completa. Uma publicação pode abordar um tema legítimo e, ainda assim, adotar uma chamada que induza à contratação ou estimule o litígio.


Por isso, a revisão precisa considerar linguagem, contexto, imagens e direcionamento.


Como transformar conhecimento em relevância


A autoridade se fortalece quando o conhecimento do advogado ajuda determinado público a compreender questões importantes para suas decisões.


Para quem atua no mercado empresarial, isso exige proximidade com a realidade dos negócios. Uma mudança regulatória pode afetar contratos, custos, operações ou responsabilidades. Explicar essas relações torna a análise jurídica mais útil.


Considere um advogado com atuação em contratos para empresas de tecnologia. Ele pode acompanhar o setor, estudar desafios recorrentes e produzir conteúdo educativo sobre responsabilidades em contratos de software ou cuidados na contratação de fornecedores.


Esse recorte orienta sua produção intelectual, a escolha dos eventos de que participa e os assuntos que aprofunda.


Com o tempo, a consistência dessas contribuições pode favorecer o reconhecimento profissional. Publicações especializadas, comissões, associações e debates técnicos oferecem outros espaços para compartilhar conhecimento e desenvolver relacionamentos.


A experiência de atendimento sustenta essa reputação: preparação, clareza e cumprimento dos compromissos assumidos precisam acompanhar a visibilidade conquistada.


Como a reputação se conecta às oportunidades


Uma oportunidade profissional pode surgir depois de uma sequência de interações. Um gestor acompanha uma análise, conhece o advogado em um evento e, meses depois, procura o escritório diante de uma necessidade.


Para a gestão, vale compreender quais ações contribuem para esse percurso e como dar continuidade às demandas recebidas.


Isso inclui registrar solicitações, preparar reuniões, encaminhar propostas quando cabíveis e realizar os retornos combinados.


Também exige critério no relacionamento. A cartilha da OAB veda a mala direta para público indeterminado e admite comunicações a clientes, pessoas de relacionamento ou destinatários que as solicitem ou autorizem previamente, respeitadas as demais condições, inclusive a ausência de oferta de serviços e captação indevida.


Conhecer o mercado pode orientar decisões internas. A forma de utilizar esse conhecimento deve permanecer compatível com as regras da profissão.

A organização dá continuidade ao desenvolvimento comercial


Quando os compromissos dependem apenas da memória, uma conversa relevante pode ficar sem continuidade e uma solicitação recebida pode aguardar mais tempo do que deveria.


Uma rotina organizada ajuda o advogado a acompanhar essas situações sem perder o contexto.

O ponto de partida pode ser simples: manter um registro confiável dos relacionamentos, das demandas recebidas, das reuniões realizadas e dos próximos passos acordados.


Também é importante reservar espaço na agenda para estudar o mercado e revisar o andamento dessas atividades.


Alguns indicadores ajudam a avaliar o processo: origem das consultas, tempo de resposta, propostas solicitadas, contratações e motivos de não continuidade. A análise permite identificar dificuldades concretas e decidir onde concentrar esforços.


Como a IA pode apoiar esse trabalho


A inteligência artificial pode reduzir o esforço necessário para pesquisar e organizar informações. Conforme a ferramenta, as fontes e os dados disponíveis, ela pode apoiar:

·         Pesquisas sobre setores e empresas.

·         Sínteses de notícias e mudanças regulatórias.

·         Preparação de pautas e reuniões.

·         Organização de registros autorizados.

·         Identificação de pendências e sugestão de prioridades.


Esses recursos podem oferecer ao advogado uma visão mais clara do que precisa de atenção.

A IA pode produzir erros e interpretações inadequadas. Por isso, sua utilização exige cuidado com os dados compartilhados, avaliação das condições da ferramenta e revisão dos resultados. O advogado deve priorizar soluções com critérios claros de segurança, proteção de informações e respeito aos parâmetros éticos da profissão.


Uma IA desenvolvida para o setor jurídico pode oferecer maior adequação ao contexto da advocacia, desde que esses requisitos sejam comprovados.

No desenvolvimento comercial, o primeiro passo é definir o público de interesse, estabelecer objetivos e organizar uma rotina de acompanhamento. A IA pode apoiar esse processo ao analisar o mercado, identificar empresas compatíveis com a atuação profissional e sinalizar oportunidades que merecem avaliação.


Também pode sugerir prioridades, próximos passos e ações alinhadas aos objetivos traçados. Com informações mais organizadas, o advogado ganha clareza para decidir onde concentrar seus esforços e como desenvolver relacionamentos relevantes, conheça o modelo NEXUS da LexNeural que conta com supervisão humana e respeito às regras da OAB.

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